28.10.15

Vida de 3 gatos

Cá em casa somos 3 gatos, aliás na verdade somos 5 que os nossos mais que tudo também não são nada de se deitar fora, pelo menos parecem acreditar nisso.

Somos 3 gatos e fazemos cocó por exactamente 3, sim, valentes cocós às cores que desaparecem de tempos a tempos. Às vezes demoram-se pela areia dias que parecem meses, mas os humanos são mesmo assim, imperfeitos. Pêlo também o temos a triplicar, deixamos-lo pelas cadeiras, pelo chão, pelo sofá e pelas camas. De vez em quando lá o limpam e nós sujamos outra vez, tudo. Somos tal e qual pessoas, imperfeitos.

É certo que nunca limpamos nada, por outro lado espalhamos pela casa, ternura, aconchego e quiçá por onde passemos, deixamos vestígios ostensivos de charme. Fazemos de casas lares e de camas ninhos. Ronronamos e pedimos atenção tal e qual como um cão, embora tenham a mania de dizer que não.

Somos 3 gatos e viemos da rua, vivemos lá por mais ou menos tempo, mas fomo-nos safando. Se gostávamos mais ou menos de viver à luz das estrelas e ao frio da madrugada? É simplesmente diferente. Mas ter comida, cama e roupa lavada é um sossego.

Somos 3 gatos, brincamos às vezes com coisas com que não devíamos, mas raramente estragamos alguma coisa, é certo que os sofás ou estão atravancados em mantas ou acabam arranhados, mas de resto somos pela paz.

Compram-nos sempre a comida em promoção que a vida está cara e o ordenado barato, só comemos comida húmida quando o rei, neste caso a rainha, faz anos, mais ou menos 3 vezes por semana, uma saqueta ou latinha para dois, (que há uma que não gosta), em jeito de sobremesa.

De resto de manhã pedimos festas e eles dão, assim como água e comida, depois saem, depois voltam, e nós passamos o dia a dormir, a comer, a brincar, a olhar e somos a prova de que animais em casa não é um bicho de sete cabeças, no nosso caso somos apenas 3 bichos em 5 cabeças.


É preciso ter (carro) para ser?

Não.

Na nossa sociedade, está muito enraizada a ideia de que ter carta e carro é como que uma obrigatoriedade assim que se atingem os 18 anos.

Como se a vida só fizesse sentido e só fosse realmente vida e alguém efectivamente adulto se conduzisse um carro, automóvel esse, que estranhamente muita pouca gente se lembra, por exemplo, ser um agente poluente poderoso, mas isso agora não interessa nada...Ao que parece ter pendor para a defesa do ambiente é tender para posições extremistas... e assim por estas e por outras se vê como temos as prioridades tão trocadas e andamos tão confusos. Que feio que é ser um extremista desses que acham que devíamos deixar mais o carro em casa, não matar animais por diversão, reciclar por respeito e não mandar papeis para o chão.

Sempre que alguém me pergunta se tenho carta/carro é com alguma estranheza que recebe geralmente a resposta.

Às vezes e embora percebam perfeitamente as razões que eu ainda teimo em dar (como se tivesse de me justificar/pedir desculpa!, um mero sinal de imaturidade no fundo), por estar a ir contra o status quo, e estou não é? ainda continuam a olhar para mim como se estivessem frente a frente com um residente do distrito 9. Verde, estranho e repugnante, ou verde, atraente e apetitoso, para quem se interessa por coisas gosmentas, como políticos. (esta foi completamente desnecessária, reconheço)

Não pretende este texto ser uma critica a todo o ser humano à face de portugal que tem viatura própria, porque de resto percebo como é evidente, a necessidade de em certas vidas se ter um carro, sou é, porém absolutamente contra concepções de que se deve ter um carro porque "faz parte", porque os outros têm, porque dá estatuto, porque é impossível viver sem carro. Lamento mas num número significativo de casos não é impossível.

Eu vivo em Lisboa (distrito) como muita gente. De resto muita gente vive em portugal em cidades/distritos muito populosos e densos onde a rede de transportes públicos vai funcionando de acordo com as necessidades, o que não acontece de todo, por outro lado, nos meios pequenos é certo, onde por via de os utilizadores serem poucos, os transportes são muito escassos e em horários muitos dispersos, sendo ai muitas vezes imprescindível ter uma viatura própria de forma a se ter um dia a dia minimamente flexível, tornando-se ter carro uma forma evidente de se obter melhor qualidade de vida.

Em Lisboa os transportes públicos levam-nos a todo o lado, nem sempre à porta, mas a grande maioria dos destinos, é claro que existem exceções, é alcançável facilmente de transportes.

Os supermercados hoje em dia têm serviços de entrega gratuita se gastarmos mais de x€, e caso não gastemos o valor a pagar também não é exagerado.

Não ter carro também significa menos uma despesa no orçamento anual, bastante significativa por vezes.

Esta não é uma apologia de que é mau ter um carro, mas é a defesa de que não, não é imprescindível muitas vezes, há vida para lá de se ter um carro, há viagens, há comodidades dos tempos modernos, com resultados semelhantes.

E é só.





23.10.15

Daqui a 50 anos...

No outro dia tive um momento eureka daqueles que trazem com eles resoluções, que estas, as resoluções não vivem só de "anos novos" e de noites de insónias, noites essas em que ser de manhã novamente aparentemente resolve tudo e assim já não é preciso que resolvamos o que quer que seja, basta irmos tomar o pequeno almoço e deixar tudo como está.

Mas e no que consistiu essa iluminação? Pois bem, determinei que daqui a 50 anos, mas agora pensado melhor, daqui a pelo menos 65, quero que me entreguem uma pen com a série completa do Game of Trhones, altura em que espero não ter mais que fazer que aproveitar a beleza de já ter tido muita vida para trás.

É porque agora aquilo é muito violento, mas mais tarde já não hade fazer mal.

Entretanto questiono-me entre outras coisas no porquê, mas não durante muito tempo que posso tirar conclusões que prefiro ignorar.

De resto não deixa de ser uma boa ideia, já que sou uma grande fã, que viu apenas a primeira season e que não teve coragem de ver mais, e que embora não queira ver, vai ouvindo e desejando que os 65 anos passem depressa...ou não.



4.10.15

Gordofobia e Mulheres Grandes


As aberrações (acima), e um link para as grandes respostas abaixo, e é só, Quer dizer, não é, mas a fingir.

Facebook: Mulheres Grandes

30.9.15

entrevistas de emprego vs natalidade



Olá, o meu nome é portugal em pequeno que a minha auto-estima anda minúscula. Sou um país com vários problemas como vos é dado a saber, mas hoje venho falar de um em particular, a minha taxa é baixa, a de natalidade, outras como por exemplo a da corrupção até que é bem dimensionada!

Aqui no meu território nascem poucos bebés, pouquíssimos na verdade, embora ao que pareça até ande numa fase boa e andam a nascer mais 6 espécimes por dia! Alo que parece há para ai um bando de desesperados que já não podia esperar mais...quando os 30 apertam a decisão tem de ser tomada já se sabe que depois pode dar chatices numa coisa pior que a falta de dinheiro, a falta de saúde, que junta à falta de dinheiro...

Bem o que é certo é que eu gostava de cá ter mais bebés, porque bebés hoje, homens e mulheres amanhã para não deixaram isto chegar à calamidade de se andar a descontar para a segurança social e depois nem se ter dinheiro, nem tecto, nem trabalho, nem muita vida pela frente, nem nada, porque sem dinheiro, esse maldito, a vida não se dá. A vida essa vendida.

Ora bem, esta semana uma das minhas habitantes foi a uma entrevista de emprego. Coitada. Nessa entrevista, qual visita de médico, baseou-se numa pergunta sobre skills profissionais, em outra para tirar nabos da púcara sobre a empresa onde trabalhara anteriormente e mais 6 pessoais, que de entre as bacocas, nome, data de nascimento, numero de telefone?! vinha no cv caralho...ainda lhe perguntaram assim: - com que vive? - tem filhos?

Pois é viver sem os pais dá pontos, porque quem vive sem os pais tem mais medo, tem mais encargos, tem mais responsabilidades, cala-se mais, aceita mais, aceita menos, dinheiro...

Por outro lado quem tem filhos tem cadilhos. Pode faltar mais, pode ter menos disponibilidade para horas extra não pagas principalmente que pagas há poucas.

Pois é histórias destas no meu território não me agradam porque eu preciso de bebés! As pessoas no geral também precisam, é digamos que um chamamento...biológico quiçá.

Com isto, eu portugal, minúsculo, que nunca achei que a esperança era a última a morrer, acho que são os ricos sem escrúpulos, faço um pedido aos senhores empregadores:

Senhores! empregadores! mais valores, menos ultrajes, já não vivemos em monarquia, as mulheres trabalham porque QUEREM, porque PRECISAM, porque  A ESCOLHA é para todos. Não podem, É ILEGAL ser discriminadas para um posto de trabalho em função de QUESTÕES PESSOAIS, o que interessa são CAPACIDADES, POSTURA, EDUCAÇÃO, RESPONSABILIDADE. casadas ou solteiras, com filhos ou estéreis, mal ou bem fodidas.

E é isto, mais respeitinho, que há gente que mesmo com rabiosque sabe lidar com o medo.



26.9.15

Refugiados vs Sem-abrigo

Pois é...ai e tal e os sem-abrigo que temos cá? ninguém lhes dá uma casa? bla bla bla, merda à colheres, ai que eu isto e eu aquilo! E assim se tapa o solinho com a peneira.

Que surpresa esta de haver tanta gente preocupada com sem-abrigo, ninguém diria. Afinal na realidade ninguém, excepto as pessoas que os ajudam diariamente com comida e que nos dias de estados atmosféricos mais críticos os ajudam a arranjar onde dormir, os vê.

Sem-abrigo estes que são pessoas que vivem na rua pelas mais variadas razões, uma mais dramáticas que outras, com mais ou menos, ás vezes nenhuma, vontade de voltar à sociedade de uma maneira produtiva, também pelas mais diversas razões, por desesperança, por pessimismo, por não quererem, nomeadamente ter o que de bom e de mau existe no regresso às obrigações de uma vida comum, com horários, trabalho, família, sim há quem não queira ter ou voltar a ter uma.

Se os sem-abrigo precisam de ajuda? sim, sempre. De casa? Certamente que não numa primeira fase pelo menos...Sem-abrigo precisam de um trabalho de reabilitação, psicoterapia, se o desejarem, serem alojados numa casa de acolhimento temporário até poderem fazer a transição para outro contexto, apoio para estudarem se precisarem (alguns têm formação superior de resto), ajuda para fazerem um cv e procurarem emprego, precisam muitos de um barbeiro e de tratamento no caso de terem dependências. Dar-lhes uma casa sem ajudar a resolver o resto pouca diferença faria.

De resto à muita pobreza entre paredes, quanta dela de espírito.

Dado isto não, não se pode arremessar sem-abrigo contra refugiados e comparar a ajuda de que uns e outros precisam e muito menos o contexto.

Já agora para quem ainda não sabe o que é um refugiado (aos quais também andam a chamar hipocritamente de migrantes)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Refugiados belgas em Paris, deslocados por causa da Primeira Guerra Mundial (1914)
Refugiado é toda a pessoa que, em razão de fundados temores de perseguição devido à sua raça, religião, nacionalidade, associação a determinado grupo social ou opinião política, encontra-se fora de seu país de origem e que, por causa dos ditos temores, não pode ou não quer regressar ao mesmo. Ou devido a grave e generalizada violação de direitos humanos, é obrigado a deixar seu país de nacionalidade par.a buscar refúgio em outro país.

Não sei se a empatia se ensina...mas sei que quando se utilizam argumentos destes, o de questionar a ajuda aos refugiados pela existência de sem-abrigo no nosso país, para mostrar desagrado à ajuda a ser dada a pessoas provenientes de contextos extremos de sofrimento e destruição, alguma coisa está errada.

Se a questão da vinda dos refugiados levanta várias questões legitimas, levanta e têm de ser atendidas, mas também levanta muitas que são ilegítimas, desumanas, desonestas, hipócritas, xenófobas, medíocres.

Se vou receber um refugiado em  minha casa, ou um sem-abrigo? não, tal como não receberia 99,9% das pessoas do mundo, mas se considero que o meu país assim como todos os outros onde se levanta esta questão dos refugiados Sirios em particular, devem alavancar meios para receber dignamente as pessoas em fuga, sim considero.

Mas apesar de não receber nenhum refugiado em casa e de ainda não ter feito nada para ajudar, percebo que podíamos ser nós as vitimas, percebo que um dia podemos ser nós as vitimas e que nessa altura vamos engolir o maior sapo que já engolimos na vida, se esse dia chegar, gostava naturalmente que nunca acontecesse, vamos ter sorte se só ficarmos sem-abrigo e vamos ter ainda mais sorte se ainda restar alguma humanidade.

O medo é legitimo, não olhármos para os outros como seres humanos como nós faz de nós por nossa vez, monstros e não seres humanos dignos dessa denominação.

O que está a acontecer na Síria é uma calamidade e infelizmente só mais uma. Na Síria moram e moravam pessoas que apesar da tez da pele, da religião, da cultura, sentem a dor de perder um filho, uma mãe, uma casa, um brinquedo, moram e moravam pessoas que nunca pensavam ir passar pelo que lhes está a acontecer tal como nós pensamos nunca ir passar por 1/3.
Não sei se a empatia se ensina, mas não se perde nada em tentar.

A fotografia abaixo parece-me uma montagem, até pode não ser, e se de facto for de uma pessoa que está na rua e que quer não estar percebo-a perfeitamente. O que já não percebo é a partilha destes conteúdos nas redes sociais, aliás percebo, mas que me entristece lá isso entristece...e assim ocultei mais uma pessoa do meu feed.

Casa nova também eu queria, assim como condições de trabalho dignas, consulta no médico de família a tempo e horas, apoio para poder e ter tempo de ser mãe e dar uma educação com mais margem aos meus filhos. Casa nova eu também queria, mas eu querer casa nova não implica que rejeite pessoas de maneiras que a mim me matariam de desgosto, se fosse eu a rejeitada.

Entretanto recomendo a leitura disto: http://porfalarnoutracoisa.sapo.pt/2015/09/10-razoes-para-nao-acolhermos-refugiados.html




Longe da vista longe do coração, ou como a realidade coloca longe o que podia ficar perto



As juras  que implicam a manutenção de amizades para sempre são tão verosímeis quando as afirmações/desejos sinceros, implícitos ou explícitos de que se viverá feliz eternamente, principalmente associados a fases precoces de relacionamentos, nomeadamente a fase da paixão.

Eu já fiz juras desse género. Achei possível faze-las, já não acho, coloca pressão e a desilusão é maior caso a coisa esmoreça porque nunca foi o que pensamos que era, ou o que poderia ser, ou que até sendo acabou na mesma.

As juras de amizades eterna até são bem intencionadas, mas qualquer animal privado de alimento morre e a amizade é um animal.
De nada valerá jurar se não se puder jurar ter, por sua vez tempo (que só se arranja quando se quer) para alimentar o animal.
Animal este que come compreensão, interesse, positivismo, vontade, animal este que é muito susceptível ao desdém e à falta de consideração, ao desinteresse entre muitas outras coisas mais graves até mas que custam a acreditar.

E quem está longe da vista fica longe do coração...a maior parte das vezes.

A amizade dá trabalho, umas vezes mais, outras vezes menos mas as distracções são tantas e tão diversas, e nós enfim...

Não sou a amiga perfeita e nunca vou ser porque isso não existe, mas vou fazendo o esforço de ser amiga, porque sim ser amiga dá trabalho, ocupa tempo, às vezes pode custar dinheiro. O de ir, o de almoçar, o de oferecer porque aconteceu uma coisa especial. Ás vezes até perdemos a paciência, mas quando a amizade é verdadeira assim como a empatia não deixamos de lhe dar de comer.

Estou decidida a deixar de andar atrás de pessoas, excepto em filas, de resto estou decidida a praticar hoje e sempre a auto-suficiência, porque connosco mesmos nunca estamos sozinhos, nunca estamos dependentes, ou estamos, mas só de nós.

Não quero ser dependente de amigos nem de ningúem. As pessoas desiludem-nos, mas no fundo nós desiludimo-nos mais a nós próprios por ainda sermos susceptíveis à falta de interesse demonstrada pelos outros, de resto afinal de contas existe mundo para além de nós, mas o nosso mundo somos sempre nós e o resto.

Da minha parte tenho a certeza que não sendo a amiga perfeita de ninguém, esforço-me por estar em pleno quando estou, por ouvir em pleno quando vou, e tenho interesse genuíno nas pessoas que considero minhas amigas.

Algumas estou a deixar de considerar. De resto o meu avô que como todos os avós já passou por muito mais do que cada um de nós consegue imaginar, sempre disso uma coisa, que só agora começo a perceber realmente.

Só faz falta quem está. Assim é.

Longe da vista pode não ser longe do coração, mas é preciso querer, de resto o que não falta são pessoas e algumas podem tornar-se amigas, se para sempre não sei, mas que seja bom enquanto dure e que não acabe com grande desilusão.


Este post é um desabafo :) de resto, as carapuças já estão enfiadas antes de ele ter sido escrito, toda a gente vai sabendo o que faz, como faz e porque faz, às vezes é sem querer, a maioria até talvez mas fica feito.

Da minha parte por uma questão de amadurecimento vou sacudir a árvore e deixar cair quem quiser nitidamente desprender-se. Não vou apanhar, prender com uma mola e esperar que o vento não leve de novo, já não tenho idade para subir a árvores. Agora a minha cena é regar plantas.




21.9.15

Filminhos infantis à solta pelo país



Pois bem se há coisa que não faz mal a ninguém é que nos deixemos surpreender como se fossemos uma criança de 4,5 anos e preferencialmente com alguma regularidade. E isso implica escolher ir ao encontro de algumas coisas com a alma lavada, sem pensar, sem avaliar, simplesmente deixando que o que estiver perante nós nos possa espantar, emocionar, surpreender e e quiçá recordar-nos que existe muito mais para além daquilo que os nosso olhos alcançam e alcançarão, nomeadamente muito do que há de bom.

Ou seja existe muita coisa boa para além da que vemos, muita que não vemos, tal como existem coisas más...Enfim estou a ser um bocado naif ;) mas estou simplesmente a deitar cá para fora como quem quer interiorizar alguma coisa, e de facto quero e preciso.

É claro que não podemos levar connosco para todos os contextos a postura da criança de 4,5 anos, porque à medida que os anos passam e alguns anos em particular ainda na infância, vão trazer as primeiras constatações sobre a realidade de forma mais abrangente e vai ser essa aprendizagem que vai obrigar a que nos resguardemos e que não enfrentemos sempre o mundo de peito aberto sem medos, mas antes pé ante pé, à escuta e à espreita, porque o mal também anda e sempre andará à solta.

O que é certo é que fui ver uma sessão de filmes infantis, no fundo curtas metragens de animação, técnica e esteticamente bastante interessantes, tal como todas, feitas por adultos.

Adultos que não vão longe demais naquilo que estão a produzir para que sejam adequado para crianças. Adultos esses, designers, produtores, animadores, guionistas, que estão a falar antes demais para eles próprios e para os outros adultos.

Os filmes infantis que vi tinham ora o objectivo de passar mensagens profundas, ora a função de explicar coisas práticas, nomeadamente o que era a varicela :)

Fica abaixo o trailler de um dos filmes que esteve à solta pelo país em Setembro, ou seja que passou em várias salas de cinema pelo país fora :)


A entidade que desenvolve este projecto é a Zero em Comportamento.
Em Outubro mais filmes vão espantar adultos e crianças.

A sala mais perto de mim é a da Malaposta, mas podem ver no site da Zero em Comportamento a sala mais perto de vocês.

E não este posts não é patrocinado, só alguém que só tenha lido este post neste blog poderá pensar isso...afinal eu sou uma moça politicamente correta que escreve coisas politicamente incorrectas muitas vezes...as maioria das marcas marcas/maior parte das entidades não gramam gente assim...a marca prefere/entidades prefere gente docil, quer a que vende malas de crocodilos esfolados, quer a que vende o que quer que seja ;)

Ok, segue abaixo o link para o site da Malaposta onde podem ser comprados os bilhetes, recomendo que comprem, que vão e que depois vão lanchar qualquer coisa doce.

http://www.malaposta.pt/2015/10_outubro/cinema_filminhos_a_solta_pelo_pais.html

10.9.15

Direitos, deveres e o sitio onde trabalhamos



Este texto não estava previsto, planeado, pensado, foi a imagem acima que o despoletou porque de resto o conteúdo para o mesmo estava vivo dentro de mim, assim como vários outros :) de resto vou utilizando-me da escrita como é evidente para exorcizar algumas frustrações, e dado que tal me ajuda a digerir as coisas, as más, mas também as boas. (pois por outro lado, sinto-me feliz naturalmente por acontecerem coisas positivas na minha vida e também gosto de as abordar :)

Bem convergindo para o tema: o sitio onde trabalhamos, direitos e deveres.
Abstenham-se de etiquetar aquilo que vou dizer, de resto acho que não tenho esse tipo de leitores aqui até, (nunca se sabe) mas se tiver a cruzinha lá em cima é serventia da casa.

O que os patrões fazem aos empregados regra geral salvo em raríssimas excepções que confirmam a regra não são favores, de igual forma um empregado também não deve salvo igualmente em excepções raras fazer favores ao patrão, e quem diz patrão diz chefes naturalmente.

Um relação de trabalho é uma relação em que se dá e recebe, e onde se recebe e dá. (sim isto pode ter outras divertidas associações) Um patrão/chefe não vive sem os seus funcionários, assim como os funcionários não vivem sem o patrão, embora sem chefes até possam viver e às vezes vivem melhor e de forma mais produtiva.

A conversa sobre oportunidades a mim não me passa da garganta e é um sapo ao qual sorriu mas cuspo, as pessoas são escolhidas para os cargos para as quais são necessárias. Por via normal os cargos não foram criados para elas, logo ocupar um cargo não é uma oportunidade é um emprego, onde a obrigação geralmente é trabalhar, às vezes na horizontal é certo (eu pensava que isto não existia lol ;) bem, de forma profissional, responsável, profícua e o direito é receber um ordenado em conformidade, um ordenado que permita ir de resto além de poder ter em certo aspecto uma postura digna, por exemplo não necessitar de roubar, furtar ou enganar.

Um ordenado que bem gerido permita por um lado poupar e por outro aproveitar alguns dos extras da vida, passear, estudar, comer comida que não seja feita por nós, educarmos os nosso filhos, etc, enfim são apenas exemplos.

O trabalho a titulo a permanente com um horário fixo numa empresa num regime de recibos verdes é ILÍCITO E ILEGAL. Hoje em dia está na moda muito a ele recorrer e ainda ignorar a sua ilicitude do alto, com arrogância, com a barriga cheia. Assumir que não tem mal nenhum, é assim em todo o lado,...as pessoas devem é estar caladinhas e aproveitar bem o favor que lhes estão a fazer.

A honra de produzir, por pouco dinheiro convenhamos, valor para a excelentíssima entidade para a qual se trabalha, esse poço de virtude, vindo do trabalho árduo, onde as pessoas não se dão a luxos ;)

Eu dei-me ao "luxo" de me despedir, (quando se trabalha a recibos verdes este termo é correcto?)

Dei-me ao enorme "luxo" de colocar expressamente duas coisas à frente do trabalho que me dava o pouco dinheiro que tinha ao final do mês, a dignidade em primeiro lugar, shame on me, e em segundo a família.

Da questão de família não vou falar, mas no que diz respeito à questão da dignidade falo.

Pois bem, porque a questão foi que me despedi principalmente e decidi-o apenas cerca de um minuto depois do começo de uma reunião de culpabilização e humilhação até, se a minha carne fosse fraca, porque já não queria trabalhar para as pessoas que me deram emprego, não uma oportunidade ou um favor. Emprego esse ao qual ninguém me pode apontar uma falha relevante.

E porquê, porque deixei de ter respeito por essas pessoas que me deram emprego e na minha opinião quando isso acontece a coisa nunca mais vai correr bem para ambos os lados, eu própria se não tivesse outra alternativa e não me pudesse dar ao "luxo" de me despedir não continuaria a ser tão colaborante como tinha sido, isto porque perdido o respeito por alguém se perdem alguns valores face a esse alguém.

Bem e é só isto mais umas imagens giras abaixo. Bem hajam, os bons, os maus, adeus.










A Feira Alternativa de Lisboa e a marisqueira da minha "aldeia"

Afinal vou começar pela marisqueira que apesar de tudo é um tema bem mais leve...o rapaz só queria uma cerveja, a minha mãe um café para não variar e a minha amiga até nem queria nada, mas eu pensei, já estamos num mês de "r" vai na volta são os últimos caracois do ano, vamos lá pedir uma travessa para esta gente toda (eu geralmente como 80%, desta vez não foi excepção, o rapaz, 5%, a minha mãe comeu o resto).

Assim foi, veio a travessa, estéticamente desinteressante, o conteúdo sem sal, o resto do tempero sofrível. Fui pedir o saleiro, expliquei que simplesmente não tinham sal, quiseram mandar a travessa para trás mas não deixei que até tinha fome para além de gula, pus o sal, de intragáveis e apesar de desinteressantes passaram a comestíveis.

O pão torrado tinha um bocado de bolor, mas como nem sabia muito mal, calei-me caladinha e comi-o, o pior pão torrado de sempre, no cestinho com menos pão torrado que já me veio para a mesa. Mas eu sorria, como se aquele fim de tarde na esplanada fosse o mais feliz da minha vida, e se calhar até foi...

O dono veio ver se estava tudo bem, respondemos ou melhor repondi com sorrisos de "acontece", "não faz mal" e lá continuamos todos sentadinhos na esplanada a falar da vida e de coisas piores mas sempre a rir.

O dono vem e "oferece" um pratinho de mini salgadinhos de camarão que são muito bons e ele recomenda. Eu rejubilo pela...simpatia...?

Comemos os salgados, bem melhores que os caracois...

Pedimos a conta. O rapaz paga, o sr volta a esconder o papel na capinha. eu peço-lhe o papel.

Saldo: os caracois para além de serem os piores que já comi, de olhos fechado eu que nunca fiz um tacho deles faria melhor, foram também os mais caros.

Mas o que me custou mais foi a minha ingenuidade...a de ter pensado que os salgadinhos eram cortesia da casa pelo flop dos caracois. Não eram, e o pão tinha bolor, os caracois não tinham sal, a marisqueira está muitas vezes vazia e a freguesia nem sempre é a melhor, o meu avô nos seus anos negros até fora cliente assíduo.

O marisco nem sempre é de confiança, mas temo que quem o vende seja menos. Claro que pelo pecador paga o santo, o que é certo é que a mim não me voltam a tirar pinta de otária, mas que eu gostava de lá voltar para avisar para terem cuidado com a merda do pão gostava...

Mas agora outro tema que ao pé deste primeiro, (as crónicas do marisco que afinal sera só caracol, vendido ao preço de camarão), é bastante mais sensível.

Fui com a minha mãe à Feira alternativa. Ela nem tinha muita vontade. O rapaz  nem metade e ficou na cama a dormir...se eu tivesse um dedo que adivinhasse tinha ficado também mesmo que a minha mãe quisesse dormir no meio...mãe se quiseres não há problema! ;)

Lá fomos, tra lá lá, a vida a ser difícil e nós à procura da rua, a vida a ser o que é e nós à porta da entrada.

Entrámos e fomos assoladas por um sentimento comum de mal estar geral quase instantâneo. Á nossa direita um daqueles aspiradores que só não aspiram a merda da alma. Á nossa esquerda um suplemento para quem quer adquirir um corpo de ginásio, daqueles ou torneados que fazem sobressair os peitos ou um daqueles inchados que geralmente só demonstram que se é pouco mais do que ar por dentro.
Mais à frente um fabuloso cortador de legumes que poupa trabalho, esforço, incomodos, sujidade, só não poupa nem a carteira nem a falta de tino.

Ali ao fundo a banha da cobra, o creme milagroso, a depilação natural, lá atrás esqueci-me dos colchões e das cadeirinhas de masagem, iguais às que de resto também vendi, que comer era preciso e continua a ser.

Se as voltava a vender? espero que não, mas a vida prega-nos partidas...

No meio deste lamaçal, escolas de yoga, de terapias alternativas, de várias coisas que mais ou menos efectivas faziam sentido no contexto. Ao redor disto, tudo se vendia, roupa, objectos decorativos, pedras, enfim.

O que é certo é que a fruta podre embrutecia o todo. Minava a confiança, metia tudo e todos num mesmo saco de lixo indiferenciado. Uma coisa que se queria pacifica, calma, relaxante, zen, tornou-se numa experiência repulsiva, qb angústiante, e no geral triste, com votos expressos de nunca mais regressar.

E assim se vê que o dinheiro fala mais alto, que o respeito só muito esporádicamente impera, que é viver e aprender para não voltar a ter a sensação de ter caído em mais uma esparrela, queda que roça quase sempre uma certa sensação de humilhação.

Porém que estes confrontos com as realidades não nos tirem nunca a capacidade de arriscar. Olhos abertos sim, tolerância sempre, mas a complascência pode sair cara.

Para a próxima mando o pão para trás. Para a próxima quando ouvir falar em alternativa e em feira, tendo perceber melhor ao que vou. Para a próxima posso voltar a ficar chateada, mas não vale a pena virarmo-nos contra nós próprios.





6.9.15

No meu mês de quase todas as mudanças, o YOGA



Olá, estou de volta ou não, mas espero que sim :) Bem o YOGA.
Desde há muito tempo que tinha curiosidade e que tinha uma noção por alto de que só fazia bem e de que podia mudar coisas.

Achava que um dia se calhar experimentava, embora por outro lado achasse que estava a ficar cada vez mais passiva e que se calhar não ia experimentar mais nada na vida (wtf?, lol), claro que estava a ser estupidamente pessimista, e se o optimismo desmesurado é ingénuo o pessimismo é idiota.

Bem o que é certo é que um dia no início de agosto decidi que ia para o YOGA e dito e feito, fui à net, procurei uma escola que ficasse a caminho e encontrei-a, mandei um email, fui inscrever-me e nesse dia o professor arranjou-me umas calças depois de me ter convencido em fazer logo a primeira aula, eu não gostei disso, não gosto que me convençam, mas sei que ele fez bem :)

Gostei muito da primeira aula, foram duas horas diferentes de tudo o que já tinha feito na vida, muito ricas em nuances, porque o YOGA implica vários tipos de práticas diferentes, entre respirações, posturas fisicas, relaxamento e concentração etc.
Contudo todas remetem para os mesmos objectivos: plenitude, compaixão, amor próprio e pelos outros, harmonia e equilibrio, auto-controlo fisico e emocional, auto-conhecimento, paz interior, alegria e felicidade, não necessáriamente por esta ordem.

Saí da primeira aula a achar que tinha arranjado uma nova casa, um abrigo para o frio e abrigo para o excesso de calor.

O YOGA encerra em si um novo mundo para quem nunca privou com ele, e depois da primeira experiência traz à vida um novo apoio, qual tábua de salvação, qual corda, qual nuvem, qual mão amiga que não nos vai deixar nunca.

Esse apoio, essa tábua, essa corda, nuvem e mão nada mais são que nós mesmos reencontrados, e relembrados de que os poetas talvez tenham  razão e que talvez o amor seja a única resposta. ( Esta dos poetas e do amor é do Woody Allen)

Encontrados connosco próprios também reencontramos os outros de uma nova maneira e isso é bom.

Dado isto é obvio que recomendo, é obvio que acho que é dos euros mais bem gastos que se podem gastar, porém para os disciplinados, quem me dera se-lo mais, praticar em casa também é um caminho, embora a sensação de fazer parte de algo bom junto de outras pessoas também vale a pena, mesmo que numa fase inicial, ser experimentado.

Ainda não tenho links com info para recomendar, porque ainda não li o suficiente, mas quando o tiver feito, recomendo.

Espero ter despertado a curiosidade, porque acho que foi dos textos mais relevantes deste blog e que encerra em si uma solução efectivamente pragmática.

Eu mudei e agora estou mais dócil...ou ainda não, por isso bjnhos ou abraços como preferirem, ou ainda um adeus ao longe ou uma carga de ombros! ;)

28.6.15

Spoiler profissional: As vantagens de ser invisível

Padeço de um mal chamado sono precoce, e por isso acabei por não ver este filme como tinha planeado...num cinema ao ar livre à luz da lua e aragem das folhas...que acontece à vários anos no verão, na Quinta das Conchas (Lumiar), o CineConchas, mas o que interessa é que vi e ainda bem.

É um filme que envolve adolescentes...mau maria...americanos, cruz credo...sim tinha tudo para correr mal, para ser pior só um filme de acção, mas com estudantes americanos onde não faltassem explosões e saltos de comboios em movimento ou de pontes em chamas, mas em que o clímax fosse a parte em que jogam rugby uns rapazitos encorpados mas não sem antes termos direito a elegantes acrobacias de meninas loiras de pompons em riste, quais lanças envenenadas, más como as cobras que fazem a vida negra à rapariga que veio da provincía, para lá do cu de judas (Jorge Jesus), porque os pais se divorciaram, mas que vai ficar com o loiro de olhos azuis mais fulgurante da película, e que por isso vai ser feliz para sempre e tomar ao pequeno almoço muitas coisinhas boas para sempre também.


Bem, As Vantagens de ser Invisível é um filme em que as personagens são adolescentes, com problemas de adolescentes, mas para além disso são seres humanos fruto para o bem e para o mal do tempo que já viveram antes do presente.

O filme aborda o lado da barricada onde estão os diferentes, o que na adolescência muitas vezes remete para aqueles que não são das diversas maiorias porque calharam ter o azar de pensar pelas suas próprias cabeças, porque questionam as coisas, porque geralmente tem mais do que interesses fúteis e que dado isto são designados no minímo por esquisitos, isto se de resto se até tiverem sorte, porque a partir de "esquisito" a criatividade malévola dos normais é o limite.

O filme é bonito, é sensível e ao que parece também é mais um retrato sobre a selvajaria praticada em muitas escolas americanas, onde o segregacionismo parece ser a regra e a empatia entre grupos tem tendência a ser reduzida. Isto é uma generalização, as generalizações pecam sempre, e são injustas mas as maiorias existem e as minorias também.

Vale a pena ver.



19.6.15

Amigas que têm blogues

SAÍDINHA DA CASCA

Recomendo pelas soluções efectivamente pragmáticas e pelo bom humor.

Depois não digam que não tenho aqui coisas úteis!

http://saidinhadacasca.blogspot.pt/





Cedi, perdi o orgulho e fiz as pazes. Com o meu dia de anos.

Foi no ano passado, o ano em que fiz 25 anos, que coloquei fim a um ódio de estimação que tinha contra um objecto que não merecia do todo a minha abnegação.

O dia dos nossos anos é um dia benigno, embora tenha vida própria não é por isso que deixa de ser aquilo que decidamos fazer dele.

Tal como temos a obrigação pessoal de nos domarmos e de domarmos a nossa vida, não nos podemos esquivar a responsabilidades no que à comemoração (ou não) do dia em que nascemos diz respeito.

Não devemos ficar à espera de nada dos outros, essa é uma premissa para se viver bem, embora devamos dar tudo aquilo que traga sorrisos sempre, é uma minha crença pessoal. Sendo que não esperar nada no dia do nosso aniversário, nomeadamente coisas muito especiais é meio caminho andado para tudo correr bem ou quiçá muito bem.

A questão é que todos, ou grande parte de nós, eu inclusive, cometemos um erro no que diz respeito ao aniversário dos outros, desejamos que seja um dia super feliz, perfeito, à sua altura, inesquecível e com isto colocamos muita pressão nas coisas, fazemos com que as expectativas sejam demasiado elevadas, e expectar é sempre perigoso.

E depois não é perfeito, e depois há quem se tenha esquecido, depois há a prenda que não tinha nada a ver e que nos desilude, depois há as coisas falsas, os desejos ocos, as surpresas de que ninguém se lembrou.

E depois uma pessoa está sensível e da-se-lhe para odiar o dia de anos, porque não faz sentido, porque é parvo, porque em vez de trazer alegria traz tristeza.

O que é certo é que fiz as pazes com o meu dia de anos. Ter 25 anos tem de servir para alguma coisa para quem nem tem ressacas para curar.
Já não quero que seja perfeito, nem super feliz, nem especial, nem com surpresas, nem com prendas, pode ser isso tudo mas a questão é que não tem de ser e não há problema nenhum com isso.
De resto ainda bem que o perfeito não existe.

O dia de anos justifica juntarem-se os amigos, família amiga incluída, porque embora todos precisemos de solidão também precisamos de companhia, de boa companhia.

Este ano vou fazer uma festa em minha casa, porq ue os 26 trazem coisas destas. Não me revejo nas outras pessoas que sei terem 26 anos, revejo-me mais nas que tem 10 e às vezes nas que tem 70, mas ainda heide chegar a bom porto.

Feliz aniversário para mim e para todos do mundo que fazem anos! Mas não tem que ser super feliz! ;)








8.6.15

Olá, sou eu e o meu Corpo de Verão é de Inverno.


Olá o meu nome é Verão e quando nasço sou para todos.

Sou para quem gosta de calor e para quem não gosta. Sou para quem se notam os ossos, que até faz impressão e para quem tem a barriga saliente, ou ossos largos, altura pequena, pernas magras, celulite nas nádegas, hemorroidas ou calos nos pés, sou para quem tem o peito pequeno, médio ou grande.

Quando nasço brilho de cima para toda a gente, sou de todos, dos que estão na praia a queimar, dos que estão no jardim à sombra, dos que estão num escritório com o ar condicionado ligado.
Brilho ainda do alto para os que vão nos autocarros velhos de leque em risque ou para os que andam na rua pela confusão antes de me esconder na noite.

O meu nome é verão e o teu corpo de inverno, de primavera ou de outono serve para mim não te preocupes, desde que tenhas cuidado com os diabetes e o colesterol por mim está tudo bem, és bem-vinda e bem-vindo, simplesmente desfruta.