10.9.15

Direitos, deveres e o sitio onde trabalhamos



Este texto não estava previsto, planeado, pensado, foi a imagem acima que o despoletou porque de resto o conteúdo para o mesmo estava vivo dentro de mim, assim como vários outros :) de resto vou utilizando-me da escrita como é evidente para exorcizar algumas frustrações, e dado que tal me ajuda a digerir as coisas, as más, mas também as boas. (pois por outro lado, sinto-me feliz naturalmente por acontecerem coisas positivas na minha vida e também gosto de as abordar :)

Bem convergindo para o tema: o sitio onde trabalhamos, direitos e deveres.
Abstenham-se de etiquetar aquilo que vou dizer, de resto acho que não tenho esse tipo de leitores aqui até, (nunca se sabe) mas se tiver a cruzinha lá em cima é serventia da casa.

O que os patrões fazem aos empregados regra geral salvo em raríssimas excepções que confirmam a regra não são favores, de igual forma um empregado também não deve salvo igualmente em excepções raras fazer favores ao patrão, e quem diz patrão diz chefes naturalmente.

Um relação de trabalho é uma relação em que se dá e recebe, e onde se recebe e dá. (sim isto pode ter outras divertidas associações) Um patrão/chefe não vive sem os seus funcionários, assim como os funcionários não vivem sem o patrão, embora sem chefes até possam viver e às vezes vivem melhor e de forma mais produtiva.

A conversa sobre oportunidades a mim não me passa da garganta e é um sapo ao qual sorriu mas cuspo, as pessoas são escolhidas para os cargos para as quais são necessárias. Por via normal os cargos não foram criados para elas, logo ocupar um cargo não é uma oportunidade é um emprego, onde a obrigação geralmente é trabalhar, às vezes na horizontal é certo (eu pensava que isto não existia lol ;) bem, de forma profissional, responsável, profícua e o direito é receber um ordenado em conformidade, um ordenado que permita ir de resto além de poder ter em certo aspecto uma postura digna, por exemplo não necessitar de roubar, furtar ou enganar.

Um ordenado que bem gerido permita por um lado poupar e por outro aproveitar alguns dos extras da vida, passear, estudar, comer comida que não seja feita por nós, educarmos os nosso filhos, etc, enfim são apenas exemplos.

O trabalho a titulo a permanente com um horário fixo numa empresa num regime de recibos verdes é ILÍCITO E ILEGAL. Hoje em dia está na moda muito a ele recorrer e ainda ignorar a sua ilicitude do alto, com arrogância, com a barriga cheia. Assumir que não tem mal nenhum, é assim em todo o lado,...as pessoas devem é estar caladinhas e aproveitar bem o favor que lhes estão a fazer.

A honra de produzir, por pouco dinheiro convenhamos, valor para a excelentíssima entidade para a qual se trabalha, esse poço de virtude, vindo do trabalho árduo, onde as pessoas não se dão a luxos ;)

Eu dei-me ao "luxo" de me despedir, (quando se trabalha a recibos verdes este termo é correcto?)

Dei-me ao enorme "luxo" de colocar expressamente duas coisas à frente do trabalho que me dava o pouco dinheiro que tinha ao final do mês, a dignidade em primeiro lugar, shame on me, e em segundo a família.

Da questão de família não vou falar, mas no que diz respeito à questão da dignidade falo.

Pois bem, porque a questão foi que me despedi principalmente e decidi-o apenas cerca de um minuto depois do começo de uma reunião de culpabilização e humilhação até, se a minha carne fosse fraca, porque já não queria trabalhar para as pessoas que me deram emprego, não uma oportunidade ou um favor. Emprego esse ao qual ninguém me pode apontar uma falha relevante.

E porquê, porque deixei de ter respeito por essas pessoas que me deram emprego e na minha opinião quando isso acontece a coisa nunca mais vai correr bem para ambos os lados, eu própria se não tivesse outra alternativa e não me pudesse dar ao "luxo" de me despedir não continuaria a ser tão colaborante como tinha sido, isto porque perdido o respeito por alguém se perdem alguns valores face a esse alguém.

Bem e é só isto mais umas imagens giras abaixo. Bem hajam, os bons, os maus, adeus.