30.9.15

entrevistas de emprego vs natalidade



Olá, o meu nome é portugal em pequeno que a minha auto-estima anda minúscula. Sou um país com vários problemas como vos é dado a saber, mas hoje venho falar de um em particular, a minha taxa é baixa, a de natalidade, outras como por exemplo a da corrupção até que é bem dimensionada!

Aqui no meu território nascem poucos bebés, pouquíssimos na verdade, embora ao que pareça até ande numa fase boa e andam a nascer mais 6 espécimes por dia! Alo que parece há para ai um bando de desesperados que já não podia esperar mais...quando os 30 apertam a decisão tem de ser tomada já se sabe que depois pode dar chatices numa coisa pior que a falta de dinheiro, a falta de saúde, que junta à falta de dinheiro...

Bem o que é certo é que eu gostava de cá ter mais bebés, porque bebés hoje, homens e mulheres amanhã para não deixaram isto chegar à calamidade de se andar a descontar para a segurança social e depois nem se ter dinheiro, nem tecto, nem trabalho, nem muita vida pela frente, nem nada, porque sem dinheiro, esse maldito, a vida não se dá. A vida essa vendida.

Ora bem, esta semana uma das minhas habitantes foi a uma entrevista de emprego. Coitada. Nessa entrevista, qual visita de médico, baseou-se numa pergunta sobre skills profissionais, em outra para tirar nabos da púcara sobre a empresa onde trabalhara anteriormente e mais 6 pessoais, que de entre as bacocas, nome, data de nascimento, numero de telefone?! vinha no cv caralho...ainda lhe perguntaram assim: - com que vive? - tem filhos?

Pois é viver sem os pais dá pontos, porque quem vive sem os pais tem mais medo, tem mais encargos, tem mais responsabilidades, cala-se mais, aceita mais, aceita menos, dinheiro...

Por outro lado quem tem filhos tem cadilhos. Pode faltar mais, pode ter menos disponibilidade para horas extra não pagas principalmente que pagas há poucas.

Pois é histórias destas no meu território não me agradam porque eu preciso de bebés! As pessoas no geral também precisam, é digamos que um chamamento...biológico quiçá.

Com isto, eu portugal, minúsculo, que nunca achei que a esperança era a última a morrer, acho que são os ricos sem escrúpulos, faço um pedido aos senhores empregadores:

Senhores! empregadores! mais valores, menos ultrajes, já não vivemos em monarquia, as mulheres trabalham porque QUEREM, porque PRECISAM, porque  A ESCOLHA é para todos. Não podem, É ILEGAL ser discriminadas para um posto de trabalho em função de QUESTÕES PESSOAIS, o que interessa são CAPACIDADES, POSTURA, EDUCAÇÃO, RESPONSABILIDADE. casadas ou solteiras, com filhos ou estéreis, mal ou bem fodidas.

E é isto, mais respeitinho, que há gente que mesmo com rabiosque sabe lidar com o medo.