19.6.15

Cedi, perdi o orgulho e fiz as pazes. Com o meu dia de anos.

Foi no ano passado, o ano em que fiz 25 anos, que coloquei fim a um ódio de estimação que tinha contra um objecto que não merecia do todo a minha abnegação.

O dia dos nossos anos é um dia benigno, embora tenha vida própria não é por isso que deixa de ser aquilo que decidamos fazer dele.

Tal como temos a obrigação pessoal de nos domarmos e de domarmos a nossa vida, não nos podemos esquivar a responsabilidades no que à comemoração (ou não) do dia em que nascemos diz respeito.

Não devemos ficar à espera de nada dos outros, essa é uma premissa para se viver bem, embora devamos dar tudo aquilo que traga sorrisos sempre, é uma minha crença pessoal. Sendo que não esperar nada no dia do nosso aniversário, nomeadamente coisas muito especiais é meio caminho andado para tudo correr bem ou quiçá muito bem.

A questão é que todos, ou grande parte de nós, eu inclusive, cometemos um erro no que diz respeito ao aniversário dos outros, desejamos que seja um dia super feliz, perfeito, à sua altura, inesquecível e com isto colocamos muita pressão nas coisas, fazemos com que as expectativas sejam demasiado elevadas, e expectar é sempre perigoso.

E depois não é perfeito, e depois há quem se tenha esquecido, depois há a prenda que não tinha nada a ver e que nos desilude, depois há as coisas falsas, os desejos ocos, as surpresas de que ninguém se lembrou.

E depois uma pessoa está sensível e da-se-lhe para odiar o dia de anos, porque não faz sentido, porque é parvo, porque em vez de trazer alegria traz tristeza.

O que é certo é que fiz as pazes com o meu dia de anos. Ter 25 anos tem de servir para alguma coisa para quem nem tem ressacas para curar.
Já não quero que seja perfeito, nem super feliz, nem especial, nem com surpresas, nem com prendas, pode ser isso tudo mas a questão é que não tem de ser e não há problema nenhum com isso.
De resto ainda bem que o perfeito não existe.

O dia de anos justifica juntarem-se os amigos, família amiga incluída, porque embora todos precisemos de solidão também precisamos de companhia, de boa companhia.

Este ano vou fazer uma festa em minha casa, porq ue os 26 trazem coisas destas. Não me revejo nas outras pessoas que sei terem 26 anos, revejo-me mais nas que tem 10 e às vezes nas que tem 70, mas ainda heide chegar a bom porto.

Feliz aniversário para mim e para todos do mundo que fazem anos! Mas não tem que ser super feliz! ;)