19.8.14

Uma nova vida ao alcance de um...

Estava triste, desalentada, já não sabia para onde olhar, estava a tornar-se cada vez mais desconfortável...o tempo não passava, a sensação de repetição estava a tornar-se insuportável, quando me dei por vencida e me resignei à minha sorte de não poder passar sem ele, encontrei a resolução e andar de metro nunca mais foi a mesma coisa!

Comprei um tablet, a medo, quase que por impulso, o que não é meu apanágio, se bem que já planeava perder a cabeça à uns meses, eu que andava saturada de virtualisses no geral. Quase que me senti culpada, quase que pensei, mas esta porcaria nem vai servir para nada!

Bem serviu, é quase o novo amor da minha vida. Quase que penso nele a todas as horas, quase que nem o largo, quase que já nem durmo...bem pensando melhor, estou mas é apaixonada.

Ele apaixonou-se por um sistema operativo, eu por um gadget. Ele dá para ler, ele dá para jogar jogos, ele dá para ir à net e aceder ao mundo, ele dá para escrever, ele dá para fazer listas de compras, ele serve de agenda, tem apps infinitas de tudo o que se possa imaginar, algumas delas realmente bem concebidas, acabei de fazer download de uma de meditação acompanhada para principiantes na arte. Continuando, ele cabe na mala e não pesa mais que um livro, bem ele dá para coisas infinitas.

Conclusão um tablet é um universo, e desde que o tenho colmato os tempos mortos como ninguém, leio o triplo de conteúdos aos quais só podia ter acesso pelo computador (caso dos blogs), no qual já achava à algum tempo cansativo ler, de resto depois de passar o dia à frente de um e de facto era para isso que o queria para ler mais as coisas de que gosto.


Escolhi sem grande pesquisa (com a ajuda do meu namorado que geralmente não me deixa ficar mal,
excepto no último telemóvel que me recomendou, não é namorado?) um dos equipamentos mais baratos do mercado, se bem que de uma marca reconhecível, aqueles que experimentei de insígnias lowcost eram bastante inferiores logo à partida pela sensibilidade do écran, qualidade que representa a 1ª coisa a ter em conta quando queremos um aparelho do género.

Pensei em aderir a um serviço de internet móvel, mas percebi felizmente a tempo que acabava por se tornar desnecessário quando:

1- Cada vez mais sítios disponibilizam acesso wifi gratuito: centros comerciais, jardins, cafés, mesmo o metro e por enquanto só nas plataformas, mas ao que parece em breve também nas carruagens, pelo que é de ir aproveitando

2- Com a adesão a tarifários domésticos, algumas empresas facultam o acesso gratuito a hotspots das mesmas o que permite aceder á net a ainda mais sitios gratuitamente quando estamos fora de casa

3- Existem apps, uso uma chamada pocket, que permitem o acesso a conteúdos de modo offline, retirados de onde se quiser, blogs, sites...que foram online carregados nessas apps a partir de um agregador de feeds, utilizo o feedly.

Os feeds para quem ainda não sabe o que são, eu confesso que passei mais tempo por conhecer do que devia, constituem uma forma de facilitar a leitura de vários blogs e sites, vendo apenas, num ponto central, o que há de novo em cada um. Mais info aqui http://sites.dehumanizer.com/feeds/pt/

Com estas duas apps associadas o que faço é: quando tenho acesso à net carrego os artigos que quero ler mais tarde justamente para quando não tenho net, ou seja no autocarro, durante a viagem de metro, quando estou em algum sitio onde tenho de esperar sem desesperar e até em casa à noite, porque de momento estou sem internet de forma permanente.

Bem de facto vale a pena ter um, embora tenhamos de como em tudo fazer por ter uma relação equilibrada com o bichinho, e não temos de alocar-lhe uma verba, a de o alimentar com internet paga especificamente para ele no caso de não precisarmos dele para aceder ao email em qualquer sitio e coisas do género que importem, sendo que a ligação permanente ao facebook não é saudável pelo que não deve ser a razão de querermos ter net 24 sobre 24 horas junto de nós.