9.8.14

Casar fora da caixa_ostentar está demodé

Fazer de um dia uma passagem especial, selar com um pacto de fidelidade um relacionamento e festejar o marco, afinal é disso que se trata, não deve ter como objectivo a ostentação, o arremeço de poder, muitas vezes falso, a competição com aqueles que o fizeram 1º, ou o despique com os que o farão depois.

Qualquer decisão que se tome com base num orçamento mais ou menos avantajado deve ter unicamente como fim tornar o dia especial, com momentos chave ao redor de uma historia que se espera que seja de amor. Esse reduto de amizade e compaixão, pelo qual se quer prosseguir em conjunto.

O dia de um enlace não deve ter como objectivo espantar a prima, agradar à avó, fazer o que o pai quer, pessoas que realmente gostam de nós para alem de gostarem delas próprias aceitam as nossas decisões, principalmente aquelas que se prendem com a nossa vida, carácter, personalidade. Que se lixem as expectativas dos outros quando forem contra o que é realmente significativo para nós.

Um casamento não é para ser comparado, avaliado, desdenhado, não é sobre os convidados, é sobre festejar as relações bem sucedidas entre as pessoas é sobre festejar pessoas que se ajudam mutuamente, isso é gostar de alguém, é isso que deve ser um casamento, a pompa, a circusntância e o fausto não passam de convenções de classes médias e altas de quem tantos se aproveitam desenvergonhadamente pela desproporção de dinheiro que pedem por tudo o que esteja associado ao fatídico dia para tantas contas bancárias ao redor do mundo.

Existem muitas formas de se fazerem as coisas.

Assim sendo ficam abaixo algumas questões/sugestões para casamentos que são mais sobre nós do que sobre os outros, (embora naturalmente que não queremos que ninguém se sinta mal no nosso casamento), e que implicam não se precisar de uma fortuna para comemorar o amor, essa coisa tão linda:

_ porque não um piquenique?
_ porque não um vestido mais simples? Mais barato, menos de casamento e mais sobre simplesmente estarmos bem, bonitas, airosas?
_ é mesmo necessária uma mesa de queijos e um pavão de fruta tropical?
_ podemos ir para além do tradicional, e fugir ao boquet bonito e comum pelo qual nos pedem um balurdio e fazer um arranjo de flores menos típico mas digno do festejo?
_ precisamos mesmo de oferendar os convivas com lembranças caras que serão uma recordação de fundo de gaveta? Porque não oferecer uma coisa útil?
_  tempos mesmo de nos desdobrar em papelinhos bonitos de papeis caros?
_ é preciso fazer um sol deslumbrante? Só há felicidade quando não chove? não dá para casar no outono?
_ é necessário um carro vistoso? Ou podemos fazer de um carro qualquer um carro de festa?
_ é preciso ser numa quinta luxuriante ou um sitio simplesmente bonito serve?
_ é mesmo preciso convidar toda a gente? faz sentido convidar toda a gente? qual é o objectivo de convidar toda a gente? se tiver sentido que assim seja, se não tiver, vale a pena ponderar a dimensão do casamento que queremos para nós e a dimensão das verbas que lhe vamos alocar
_ vale a pena criar dividas por um dia? vale a pena criar dificuldades adicionais por uma série de meses ou anos em prol de um único dia? Mas indo mais longe ainda vale a pena dispender dinheiro, que nos pode fazer falta,  num investimento que pode vir a fracassar? (isto apesar de claro pouca gente se casar a achar que não vai durar para sempre, se bem que acreditar nisso piamente é naturalmente ingenuo).

Algumas respostas serão categóricos sims para uns, outras manifestamente nãos, de qualquer maneira vale a pena reflectir e deliberar, mas principalmente perceber que um casamento não é sobre impressionar e nenhuma decisão deve ser tomada com base nisso, embora tudo possa ser legitimo, cada caso é um caso e o nosso casamento pertence-nos.

Se temos o sonho de vestir um vestido de princesa, chegar num cavalo branco e ter um bolo com 10 pisos que assim seja, mas que seja porque faz sentido para nós.